Tratamento para Mergulhadores

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Segundo o portal Brasil Mergulho, há mais de 1 milhão de praticantes de mergulho no Brasil. O esporte pode ser bem perigoso e difícil, se não forem observadas algumas diretrizes. Mas respeitando as normas de segurança, com treinamento e preparo físico, fica mais fácil.

Para começar a mergulhar é necessário ter 12 anos completos; no entanto, algumas escolas admitem alunos a partir de 10 anos. Não é obrigatório, mas é bastante recomendável que o aluno de mergulho saiba nadar ou, pelo menos, fique confortável dentro da água.

Os benefícios do esporte são vários. Entre eles estão o relaxamento, o contato com a vida marinha e as experiências que ela proporciona e a melhora na capacidade cardiorrespiratória, muscular e mental.

 

É importante pesquisar e se matricular em uma escola filiada a uma certificadora, agência que padroniza currículos, treina instrutores e fornece material didático, com o objetivo de manter um bom padrão de ensino.

No Brasil, existem três certificadoras internacionais (PDIC, NAUI e PADI), integrantes do RSTC, conselho das certificadoras americanas, responsável pelas exigências mínimas de treinamento, cujos certificados são reconhecidos em todo o mundo.

 

Para começar a mergulhar, é necessário fazer o curso de Mergulho Autônomo Básico (Open Water Diving), dividido em três partes: teoria, habilidade e prática. As duas primeiras fases têm duração de 20 horas. Na última etapa, a de prática, o treino ocorre em mar aberto com, pelo menos, quatro mergulhos. Antes disso, o aluno deve repetir os exercícios na piscina até adquirir confiança.

No curso, os praticantes aprendem a lidar com a pressão, informações sobre o ambiente aquático, como usar os equipamentos, atividades para se desenvolver debaixo d’água, como lidar com situações de emergência, termos específicos, entre outros.

É recomendável que, uma vez que o praticante comece a mergulhar, faça a atividade com periodicidade. Desta maneira, mantém-se a habilidade e melhora-se a cada novo mergulho. Quando o mergulhador fica seis meses sem mergulhar, é importante fazer uma revisão antes de voltar à prática.

 

Para os mergulhadores iniciantes é interessante comprar o próprio equipamento básico, composto por máscara, nadadeiras, snorkel e cinto de lastro.

Máscara – Permite que o mergulhador visualize o ambiente aquático, parte importantíssima da experiência de mergulhar. Ela deve oferecer bom ângulo de visão e fixação no rosto, para se ter uma perfeita vedação. Antigamente, as máscaras eram de borracha, mas o material foi trocado por silicone, pois ele dura mais e tem melhor ajuste ao rosto. Para quem precisa, existem máscaras que permitem que as lentes sejam trocadas por modelos de correção visual.

Na hora da compra, é importante experimentar diversos modelos até encontrar um que tenha a vedação perfeita para o rosto. É melhor optar por um exemplar com volume interno pequeno e que não seja grande; do contrário, ele exigirá maior exalação de ar no interior da máscara para haver equilíbrio hidrostático, que evita o barotrauma facial.

Nadadeiras – Elas formam o “motor” do mergulhador, já que no mergulho não se usa os braços. Devem facilitar o deslocamento, sem causar muita fadiga nas pernas. Têm designs, palas e pesos diferentes.

Snorkel – Este equipamento é um respiradouro. Ele permite que o mergulhador respire enquanto está na superfície, olhando para o fundo, com a cabeça descansada e para baixo, respirando o ar externo normalmente.

Cinto de lastro – Fabricado em nylon (mais indicado) ou borracha, o cinto de lastro ajuda no equilíbrio da flutuabilidade do corpo. Isto porque ele impede que o mergulhador suba à superfície. Ele equilibra o peso do mergulhador e do equipamento de mergulho, contribuindo para que se atinja a flutuabilidade zero, ou seja, nível que torna mais fácil a mobilidade debaixo d’água. Para cada 10 quilos do praticante, o cinto deve ter um quilo de chumbo.

Antes de comprar, vale verificar a firmeza e encaixe do pino que segura a fivela para que ela não abra durante o mergulho. O mergulhador deve procurar um modelo bem feito, de marca confiável, e evitar cintos de engate rápido, pois o mergulhador corre o risco de perder o lastro durante o mergulho.

 

Há duas modalidades de mergulho: livre e autônoma. A livre é o mergulho com snorkel (tubo de respiração), máscara e nadadeira. O limite fica em três metros de profundidade, pois o mergulhador depende do seu fôlego.

Na autônoma, o mergulhador recebe treinamento para usar equipamentos, como o cilindro de oxigênio, para atingir maiores profundidades. Esta modalidade exige cursos, teste (“batismo”) e carteirinha de mergulhador.

Além destas modalidades, há três níveis de cursos de mergulho e diversas especialidades. Eles podem ser amador, técnico e profissional. No amador, aprende-se os padrões básicos de segurança para que se possa mergulhar para relaxar, observar e fotografar ou filmar o ambiente aquático.

No nível técnico, o mergulhador deve estar com condição física adequada e ter o treinamento correspondente ao tipo de mergulho que irá realizar, como por exemplo, mergulho em naufrágios, profundos, em cavernas, entre outros. Quando é profissional, o mergulhador geralmente é instrutor de algum tipo de mergulho ou é professor. Ele também realiza treinamentos e exercícios específicos, checa as condições dos equipamentos. Pode trabalhar como auxiliar em pesquisas (biológicas ou oceanográficas) ou, ainda, participar de competições de mergulho.

Aos interessados, é indicado fazer cursos complementares para aumentar o conhecimento na área e para poder fazer mergulhos de diferentes especialidades. Ainda que o mergulhador não queira ser profissional, é interessante realizar os cursos até o treinamento de resgate, que inclui primeiros socorros, pois ajuda a tornar o mergulhador mais confiante e preparado para diferentes situações. Existem também instrutores habilitados para acompanhar pessoas com deficiência física.

As agências certificadoras oferecem cursos de formação continuada. Ao realizar o curso avançado de resgate (rescue diver), já se pode optar por fazer cursos para mergulhos específicos, como os que seguem:

  • Mergulho Noturno – Como o próprio nome diz, este tipo de mergulho é realizado à noite e, para isto, é necessário ter conhecimento de técnicas avançadas.
  • Overhead – Mergulho em ambientes fechados e com teto, situação na qual deve-se utilizar carretilha para realização de incursão.
  • Naufrágio – Quando se mergulha em áreas de naufrágio. Aqui, é importante saber as técnicas de reconhecimento, por exemplo.
  • Nitrox – Mergulhos recreativos com percentual de oxigênio mais elevado, o que traz mais segurança em mergulhos realizados a até 40 metros de profundidade.
  • Foto e Vídeo-Sub – Aprende-se a filmar e fotografar embaixo d’água, com técnicas avançadas.
  • Há outras especialidades – como Biologia Marinha, Busca e Recuperação, Computadores de Mergulho, Equipamentos, entre outros – para diferentes demandas.

 

Algumas escolas – as mais sérias, pelo menos – solicitam que o aluno passe por um check-up geral com um médico, que avaliará as condições físicas e saúde do interessado. O esporte exige maior capacidade cardiopulmonar do praticante, então, quem tem problemas cardíacos ou respiratórios precisa da autorização do médico para praticá-lo. O ideal é consultar o médico hiperbárico, especializado em mergulho, que avaliará condições específicas e poderá encaminhar o paciente para os especialistas.

Os exames ajudam a determinar as pessoas que nunca poderão mergulhar, devido a um problema com a saúde, e aquelas que poderão praticar o esporte após tratamento adequado.

Não há limite idade para o esporte, mas alguns problemas impedem a prática por algumas pessoas, já que podem causar acidentes. As doenças que geralmente dificultam a possibilidade de mergulho são: cardiopulmonares, obesidade, sensibilidade nos tímpanos, diabetes, histórico de convulsões, síncope, psicose, ansiedade e depressão grave, claustrofobia, pânico, fraqueza muscular, despreparo físico e alterações da consciência e de orientação.

O principal risco que o mergulho apresenta é o barotraumadiferença de pressão gerada nos pulmões, sistema digestivo, olhos e nariz. Os sintomas vão da fraqueza à paralisia muscular. Há também a possibilidade de intoxicação pelo oxigênio e narcose pelo nitrogênio, causando entorpecimento; doença descompressiva, causada por bolhas de nitrogênio que expandem no sangue ou tecidos do corpo, e causam lesões variáveis; embolia gasosa: obstrução de vasos por bolhas de ar na corrente sanguínea; dor de cabeça; câimbras; entre outros.

Muitos dos problemas ocorrem devido às não realizações ou realizações incorretas de manobras e técnicas de equilíbrio da pressão interna e externa no organismo.

 

Problema frequente entre os mergulhadores é a dor no ouvido, causada principalmente porque a água é mais pesada que o ar, então, a pressão que o ouvido sofre é grande.

Na descida, a dor é causada pela impossibilidade de equalização da pressão dentro da orelha média. Se houver dor, não se deve continuar. Neste caso, há técnicas – como abrir a boca e movimentar a mandíbula – que ajudam a equalizar. Se ainda assim não for possível obter conforto, o correto é não mergulhar.

Não é raro que após o mergulho o praticante tenha dor de ouvido ou sinta-o tampado. Isso quer dizer que houve algum grau de barotrauma. O mergulhador deve procurar o médico para ser orientado.

Não é recomendável mergulhar quando há sintomas de gripe ou sinusite. Quem tem rinite ou desvio de septo deve procurar um otorrinolaringologista pra realizar um tratamento antes do início da prática de mergulho.

Existe um problema chamado barotrauma auditivo, que ocorre quando se utiliza um capuz que veda completamente o ouvido, impedindo a entrada de água. O instrutor de mergulho e o médico podem orientar melhor, mas o correto é deixar entrar um pouco de água conforme a profundidade vai aumentando. Alguns modelos de capuz possuem como recurso uma pequena abertura para esta finalidade.

Durante a subida do mergulho, pode haver o bloqueio reverso, apesar de ser raro. Isso quer dizer que a pressão equalizou na descida, mas o ar ficou preso na orelha média e não consegue sair pela tuba auditiva durante a subida.

Após o mergulho não é raro haver dores no ouvido. Esta condição pode ser causada por uma série de motivos: barotrauma causado pela dificuldade de equalização na descida; dor na região da articulação temporomandibular devido ao mau ajuste do bocal regulador. Para ajudar com este problema, existem bocais anatômicos, que se ajustam à boca, e não precisam ser mordidos.

Cada mergulhador pode apresentar um tipo de problema em uma determinada etapa do mergulho ou após a prática. Neste caso, deve-se sempre procurar orientação de um profissional especializado para realização de tratamento e solução do problema, a fim de que o praticante possa retomar sua atividade.

 

Observações importantes:

  • antes de começar a praticar, procure uma escola credenciada para fazer o curso indicado;
  • quando estiver na água, siga todas as regras que aprendeu para não ter problemas;
  • não esqueça dos equipamentos e sempre faça revisão neles, para se certificar de que eles estão em perfeitas condições de uso;
  • nunca mergulhe sozinho;
  • nunca mergulhe resfriado;
  • não mergulhe nem entre na água se estiver cansado ou com mal-estar;
  • suba devagar até a superfície;
  • mantenha a saúde e os exames em dia;
  • tempo médio de mergulho é de 40 minutos a uma hora.